Osteoporose: causas, densitometria e como prevenir
Recebeu o resultado de uma densitometria, está na menopausa ou tem alguém na família que fraturou o quadril? Aqui eu explico o que é a osteoporose, o que aumenta o risco e como se previne antes da fratura.

Escrito por Dra. Marcia BaboClínica médica e hematologista · CRM-PR 65624
Revisado em outubro de 2026
Osteoporose é a perda de massa e de qualidade do osso, que fica frágil e quebra com facilidade. É silenciosa: quase sempre não dói até que aconteça uma fratura. É mais comum depois da menopausa, mas também afeta homens. A densitometria óssea faz o diagnóstico, e a prevenção começa muito antes, com vitamina D, movimento e controle dos fatores de risco.
O que é a osteoporose e por que ela passa despercebida
O osso é um tecido vivo, que se renova o tempo todo. Até por volta dos 30 anos, o corpo forma mais osso do que perde. Depois disso o equilíbrio vira, e na mulher a perda se acelera nos primeiros anos após a menopausa, por causa da queda do estrogênio. Na osteoporose, a perda é grande o suficiente para tornar o osso poroso e frágil.
O problema é que ela não dá sinal. Não há dor nem desconforto enquanto o osso enfraquece. O primeiro aviso costuma ser uma fratura por uma queda simples, ou até sem queda, em locais como o punho, a coluna ou o quadril. Por isso a investigação se baseia em fatores de risco e em exame, e não em sintomas.
A osteoporose também ocorre em homens, mais tarde e em menor frequência, e em pessoas jovens que têm uma doença ou tomam um remédio que agride o osso. Quem está na fase anterior, chamada osteopenia, tem massa óssea reduzida, mas ainda não no nível da osteoporose, e é a hora ideal de agir.
Densitometria óssea (T-score)
Compara a densidade do seu osso com a de um adulto jovem saudável. É o exame que dá o diagnóstico.
Merece atençãoT-score de -2,5 ou menor indica osteoporose. Entre -1 e -2,5 indica osteopenia. Em quem já teve fratura por fragilidade, o diagnóstico pode ser feito mesmo sem esse valor.
Vitamina D (25-hidroxivitamina D)
Mostra se há vitamina D suficiente para o corpo absorver cálcio e manter o osso.
Merece atençãoValores baixos de vitamina D favorecem a perda óssea. As faixas de referência variam por laboratório e por grupo de risco.
O que aumenta o risco de osteoporose
Os fatores estão do mais frequente para o menos frequente. Quase sempre há mais de um ao mesmo tempo.
- 01
Menopausa e envelhecimento
A queda do estrogênio acelera a perda óssea nos anos após a menopausa. Nos homens, o envelhecimento e a queda da testosterona fazem o mesmo, de forma mais lenta.
- 02
Vitamina D baixa e pouco movimento
Sem vitamina D suficiente, o osso absorve pouco cálcio. A falta de atividade física, principalmente de exercícios com carga, tira do osso o estímulo de que ele precisa para se manter forte.
- 03
Corticoides por tempo prolongado
O uso contínuo de corticoide, comum em algumas doenças inflamatórias, é uma das causas mais importantes de osteoporose provocada por medicamento.
- 04
Cigarro e álcool
O tabagismo e o consumo frequente de álcool reduzem a formação óssea e aumentam a chance de fratura.
- 05
Doenças da tireoide e da paratireoide
O excesso de hormônio tireoidiano e o hiperparatireoidismo aceleram a perda de osso. Por isso a tireoide faz parte da investigação.
- 06
Doenças que prejudicam a absorção
Doença celíaca, doenças inflamatórias do intestino e outras situações de má absorção levam à falta de cálcio e vitamina D, mesmo em pessoas jovens. Também entram aqui casos de familiares próximos com fratura de quadril.
Procure avaliação se houver algum destes sinais ou situações
- Fratura depois de uma queda simples, da própria altura.
- Perda de altura de mais de 3 cm ou postura cada vez mais curvada.
- Dor súbita e forte nas costas, sem trauma aparente.
- Menopausa antes dos 45 anos.
- Uso de corticoide por mais de três meses.
- Pai ou mãe que fraturou o quadril.
- Doença celíaca, hipertireoidismo ou outra doença que afeta o osso.
Como eu cuido da saúde dos seus ossos
Não trato a osteoporose isolada, e o ortopedista, o reumatologista e o endocrinologista têm papel nela quando é necessário. O que faço como clínica é procurar o que está por trás da perda óssea: vitamina D, tireoide, absorção intestinal, medicamentos em uso e o efeito da menopausa.
Com a formação em medicina funcional, olho também para os hábitos que protegem o osso, como a alimentação adequada, a força muscular, o sono e a exposição ao sol, e para a inflamação crônica, que também contribui. Quando há indicação de medicamento para o osso, a escolha é feita junto com o especialista.
O que costumo avaliar
- Densitometria óssea, conforme idade e risco
- Vitamina D, cálcio e fósforo
- Função da tireoide e da paratireoide
- Função dos rins e do fígado
- Marcadores de absorção intestinal, como a pesquisa de doença celíaca
- Medicamentos em uso, principalmente corticoides
- Risco de quedas e força muscular
O tratamento depende do grau de perda óssea e do risco de fratura. Ele combina a correção das causas, hábitos que protegem o osso, como o exercício com carga, e, quando indicado, medicamentos específicos prescritos de acordo com o caso. Quanto antes a perda é identificada, mais opções de prevenção existem.
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O que as pessoas mais perguntam sobre osteoporose
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Os valores citados são referências gerais: o seu exame deve ser interpretado junto com a sua história e os demais resultados. Revisado por Dra. Marcia Babo, CRM-PR 65624, em outubro de 2026.
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