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Dra. Marcia BaboMedicina Funcional Integrativa
Saúde da mulher

Perimenopausa: a transição que começa antes da menopausa

Seu ciclo ficou irregular, a TPM piorou e o sono não é mais o mesmo, mesmo você ainda menstruando? Pode ser a perimenopausa. Aqui eu explico o que acontece nessa fase e o que vale investigar.

Escrito por Dra. Marcia BaboClínica médica e hematologista · CRM-PR 65624
Revisado em outubro de 2026

Em resumo

Perimenopausa é o período de transição que vem antes da última menstruação. Pode começar por volta dos 40 anos e durar vários anos. Nela os hormônios oscilam, o ciclo se desorganiza e aparecem sono ruim, ansiedade e TPM mais forte. Ainda é possível engravidar, e o sangramento intenso merece atenção porque pode causar falta de ferro.

O que acontece na perimenopausa

Nessa fase os ovários não param de uma vez. Eles falham aos poucos e de forma irregular. Alguns meses a ovulação não acontece, em outros acontece com excesso de estrogênio, e a mistura dessas oscilações explica a bagunça. A mulher ainda menstrua, só que de um jeito diferente do que conhecia.

A peri menopausa, como muitas mulheres a escrevem na hora de pesquisar, costuma começar entre os 40 e os 50 anos e dura, em média, alguns anos, variando muito de uma mulher para outra. Termina quando se completam 12 meses sem menstruar, que é a menopausa.

Um ponto prático importa aqui: os exames de hormônio feitos em um dia isolado variam muito nessa fase e nem sempre ajudam a decidir. Um FSH normal hoje não exclui a perimenopausa, e um alterado pode voltar ao normal no mês seguinte. Por isso o diagnóstico se apoia sobretudo na história do ciclo e nos sintomas.

O que costuma aparecer na perimenopausa

Os itens estão do mais frequente para o menos frequente. A intensidade muda de mulher para mulher e de mês para mês.

  1. 01

    Ciclos irregulares

    A menstruação adianta, atrasa, pula meses ou volta a cada 20 e poucos dias. O fluxo também muda, ficando mais leve ou bem mais intenso.

  2. 02

    TPM mais forte e oscilações de humor

    Irritação, choro fácil, inchaço e sensibilidade nas mamas costumam piorar. Mulheres que nunca tiveram TPM às vezes passam a ter.

  3. 03

    Sono ruim e ansiedade

    Insônia, despertar de madrugada e uma ansiedade nova, sem motivo claro, são queixas muito frequentes. A queda de progesterona, que ajuda a dormir, tem papel nisso.

  4. 04

    Fogachos e suores noturnos

    Podem começar ainda com ciclos regulares. Em geral são mais leves do que na menopausa, mas já atrapalham o sono de muitas mulheres.

  5. 05

    Sangramento intenso e risco de falta de ferro

    Fluxos fortes, com coágulos ou que duram muitos dias, esgotam o estoque de ferro. O resultado pode ser ferritina baixa e até anemia, com cansaço, queda de cabelo e falta de ar ao esforço. É onde a hematologia entra nessa fase.

  6. 06

    Libido menor e secura vaginal

    Podem aparecer de forma discreta ainda na transição, com desconforto na relação e menos desejo.

Quando procurar a médica

Procure avaliação se a perimenopausa vier com algum destes sinais

  • Sangramento que encharca absorvente em menos de duas horas, repetidamente. Se for assim, procure um pronto-socorro.
  • Menstruação com coágulos grandes ou que dura mais de uma semana.
  • Sangramento entre as menstruações ou depois da relação.
  • Cansaço, tontura, unhas fracas ou queda de cabelo junto com fluxos fortes.
  • Atraso menstrual com possibilidade de gravidez.
  • Ciclos irregulares antes dos 40 anos.
  • Ansiedade, tristeza ou insônia que atrapalham o trabalho e as relações.
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Clínica médica e medicina funcional

Como eu acompanho a perimenopausa

Não sou ginecologista, e o ciclo e o sangramento precisam do olhar dela. O que eu faço é cuidar do que a transição leva junto: o estoque de ferro, o sono, a ansiedade, a tireoide e o metabolismo. Muitos sintomas dessa fase se parecem com os de anemia e de alteração de tireoide, e confundir uma coisa com a outra atrasa o cuidado.

Com a formação em medicina funcional, também observo o que costuma piorar a transição, como sono curto, estresse prolongado, inflamação e inatividade física. Qualquer decisão sobre hormônios é compartilhada com a ginecologista.

O que costumo avaliar

  • Hemograma, ferro e ferritina, principalmente se o fluxo é intenso
  • Função da tireoide
  • Vitamina D e vitamina B12
  • Glicemia, insulina e perfil de colesterol
  • Marcadores de inflamação, quando há dores e cansaço
  • Padrão do ciclo, do sono e do humor nos últimos meses
  • Medicamentos e suplementos em uso

O tratamento depende do que mais pesa em cada mulher. Se há falta de ferro, ela é tratada e a causa do sangramento é investigada com a ginecologista. Para sono, ansiedade e sintomas de transição, há medidas de rotina e, quando necessário, opções medicamentosas discutidas em conjunto com a ginecologista, caso a caso.

Onde eu atendo

Consulta presencial em Curitiba ou online, para todo o Brasil

Dúvidas frequentes

O que as pessoas mais perguntam sobre perimenopausa

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Os valores citados são referências gerais: o seu exame deve ser interpretado junto com a sua história e os demais resultados. Revisado por Dra. Marcia Babo, CRM-PR 65624, em outubro de 2026.

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